segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Empreendedor

EMPREENDEDOR. Essa é uma palavra que já vem há algum tempo figurando em jornais, revistas e livros sendo a palavra da moda no mundo empresarial.

São várias as definições para essa palavra. Basta você procurar em sites de busca que aparecerão mais de 3 milhões se sites relacionados. Vá até uma rede de relacionamento e ache mais de 350 comunidades sobre o tema.

Existem muitas as definições teóricas, mas e na prática, o que é ser empreendedor?

Uma das características existentes em um empreendedor é ser o "1001 utilidades". Saber fazer de tudo um pouco e quando necessário for, fazer bem feito. É varrer o chão, atender o cliente, fazer as compras, definir o planejamento estratégico da empresa, arrumar um computador, pintar uma parede, motivar uma equipe, controlar as vendas, ser empreiteiro, trabalhador braçal e também racional, social, político, educado, objetivo e muitas outra tarefas do dia-a-dia de uma empresa.

Um dos principais desafios de qualquer empreendedor é dosar "o que fazer" e "quando fazer”. O empreendedor deve saber fazer de tudo, mas nem sempre é necessário que ele mesmo o faça.

Como identificar se uma tarefa deve ser executada pelo empreendedor e quando deve ser executada por outra pessoa?

Uma das ferramentas utilizadas para tomar essa decisão é um cálculo financeiro.
Estipule um salário para você e calcule o valor da sua hora de trabalho.
Ex.: Um salário de R$2.200,00. Divida esse valor por 220 horas, que é em média a quantidade horas trabalhadas no mês. Então você terá o custo da sua hora de trabalho, nesse caso R$10,00/hora.

De posse dessa informação você deve perguntar: SE EU SEI FAZER BEM ESSA DETERMINADA TAREFA EU POSSO PAGAR ALGUÉM QUE TENHA UM CUSTO/HORA MENOR DO QUE O MEU?
Se a resposta for afirmativa, então o empreendedor deve delegar a tarefa à outra pessoa. Se a resposta for negativa, então ele mesmo deve executar a tarefa.

Em determinadas situações, no entanto, visando muito mais uma estratégia gerencial do que a atividade propriamente dita, o empreendedor deve "colocar a mão na massa" afim de mostrar às pessoas que estão ao seu redor que ele sabe fazer e bem feito qualquer tipo de operação.

Geralmente, tarefas ligadas à operação podem ser delegadas e atividades ligadas ao gerenciamento devem ser executadas pelo próprio empreendedor.

Ao decidir-se em executar uma determinada tarefa, há que se lembra das suas prioridades. "Estou deixando de vender/produzir mais para executar determinada tarefa?" Se vc deixar de produzir/vender mais, execute-a em alguma hora ociosa, mesmo que sua única hora ociosa seja DEPOIS DO EXPEDIENTE!!!

Se você optou em pagar alguém para realizar a tarefa, você deve, naquele momento, produzir maior valor além do que está pagando ao terceiro, obtendo assim lucro. Ex.: Ao pagar um técnico de informática 50,00 para formatar um computador em 1 hora, você deve realizar uma tarefa que lhe traga um valor agregado maior do que R$50,00.

É importante frisar ainda, que empreender não é apenas ter o próprio negócio. É possível ser um grande enpreendedor sendo colaborador de uma empresa.

Nesses casos, o desafio também é difícil, pois por várias vezes a pessoa pode se sentir limitada devido à burocracia imposta por determinadas organizações.

Se esse for seu caso, busque mais informações sobre a empresa. Identifique quem é que realmente pode mudar pocedimentos e utilize de um dos atributos de bons empreendedores, a persuação, para mostrar que você é diferenciado e pode trazer excelentes resultadas à empresa.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Rotatividade de Funcionários

Produção automobilística em alta, recordes de vendas no varejo, setor de serviços com bom faturamento e moeda brasileira valorizada, esse é o cenário que vivemos no Brasil atualmente.

Analisando superficialmente, o aquecimento da economia é muito bom para todos os setores, no entanto, traz também algumas dificuldades, dentre as quais, uma é vivida intensamente por vários empresários brasileiros: manter um quadro de funcionários sem rotatividade.

A grande oferta de empregos na cidade está estampada nas portas dos comércios e empresas de recursos humanos que oferecem quase que permanentemente vagas nos mais diversos setores. Vendedores, pedreiros e gerentes administrativos são apenas alguns exemplos.

A oferta de empregos abundante, muda, quase que diariamente, as relações entre Empresário e colaboradores.

Foi-se o tempo em que oferecer apenas as leis exigem era suficiente para manter um quadro de colaboradores sem muita rotatividade.

Atualmente investimos grandes esforços para contratar pessoas e nos esquecemos de olhar para dentro de nossas empresas para analisar se nossos colaboradores estão sendo valorizados da forma que merecem. Sem dúvida, vários pedidos de demissão poderiam ser evitados se tivéssemos a consciência que os primeiros clientes de nossa empresa são nossos colaboradores e esses devem ser tratados com atendimento prioritário.

Mas como manter uma boa equipe e que esteja alinhado com os objetivos da empresa?

1°- Adote a política de NÃO fazer acordo com seus funcionários para demiti-los. Além de ser contra lei, e contra a ética, o colaborador não pensará duas vezes em negociar com você a demissão apenas para receber os 40% de multa sobre FGTS recolhido, mais o seguro desemprego. Parece brincadeira, mas é o que acontece. Muitas pessoas preferem abrir mão de um emprego para ficar em casa recebendo seguro desemprego por cinco/seis meses dependendo de cada caso.

2°- Tenha uma remuneração compatível com o mercado. Para isso, é preciso saber quanto sua empresa lucra efetivamente. Só assim você saberá exatamente o quanto pode oferecer aos seus colaboradores. Lembre-se: ninguém como um bolo inteiro sozinho.

Por experiência, uma remuneração composta por salário fixo, benefícios e remuneração variável é o ideal.

Toda pessoa tem necessidades básicas (comer, vestir e morar), seus o colaboradores precisam ter essas necessidades atendidas pelo salário fixo.

As necessidades secundárias como, por exemplo o lazer, podem ser atendidas através da remuneração variável. Como seu negócio depende de vendas, crie uma bonificação que varie de acordo com os resultados de TODA a equipe evitando assim grandes conflitos entre colaboradores, mas lembre-se também de ter uma bonificação por o desempenho individual para valorizar os colaboradores que são mais lucrativos para empresa.

Os benefícios são muito bem vistos pelos colaboradores, além do que não considerados agregados do salário, ficando isentos de encargos sociais, como 13°, férias, FGTS e INSS. Alguns benefícios que podem ser disponibilizados são: vale transporte que mesmo sendo obrigatório por lei, algumas empresas insistem em não cumprir; almoço; vale alimentação e/ou vale creche. A quantidade e valores dos benefícios variam de empresa para empresa, pois cada uma tem uma realidade financeira diferente.

3°- Faça reuniões participativas e delegue funções importantes a todos colaboradores. Dessa forma eles se sentirão valorizados.

4°- Treinamento. Não existe uma pessoa no mundo que não se sinta bem em fazer as coisas bem feitas. Portanto, treine seu colaborador para fazer o trabalho bem feito. Ensine-o sobre seu produto. Ensine-o técnicas de vendas. Enfim dê ferramentas para que ele faça um bom trabalho. Assim ele estará satisfeito consigo mesmo que é o primeiro passo para ele também sentir-se satisfeito com a empresa.

5°- Relacionamento. Talvez essa seja a mais difícil das tarefas. Mas é importantíssimo ter o mínimo que seja um bom relacionamento com os colaboradores.

A relação entre empresário e colaborador não resume-se apenas em 5 passos, mas esses são algumas dicas básicas para ajudar a buscar menor rotatividade de seu quadro de funcionários.